Antonio Claudio Barbosa de Castro foi inocentado no dia 29 de julho de 2019, depois de cumprir 5 anos de prisão. Ele foi acusado de ser o “maníaco da moto”, um homem que estuprava mulheres nas ruas de Fortaleza. Em parceria com a Defensoria Pública do Ceará, foram produzidas provas que demonstraram ser impossível que ele fosse o estuprador em série: um vídeo na época do ataque mostra um homem alto, com aproximadamente 1.85m de altura, dirigindo uma moto vermelha, enquanto Antonio mede apenas 1.58m, cerca de vinte centímetros a menos do que o homem registrado no vídeo.

antonio claudio barbosa

Atercino Ferreira de Lima Filho foi o primeiro caso de erro judiciário que o Innocence Project Brasil conseguiu reverter. Ele foi condenado a 27 anos de prisão pela acusação de ter abusado sexualmente de seus dois filhos, quando eram crianças. No dia 1º de março de 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu, por unanimidade, a inocência de Atercino. Ele ficou 11 meses preso por um crime que não cometeu.

ATERCINO FERREIRA

Steven Avery se tornou um caso emblemático depois que uma série exibida na Netflix, “Making a Murderer”, produziu um documentário sobre sua vida. O Wisconsin Innocence Project conseguiu provar que Steven era inocente de uma acusação de estupro, pela qual ele cumpriu 18 anos de prisão. 

Steven

avery

James Bain cumpriu 35 anos de prisão pelos crimes de roubo, estupro e sequestro. Innocence Project da Florida conseguiu provar, por exame de DNA, que James Bain não era o autor dos crimes pelos quais foi acusado. Em razão do erro judiciário, James recebeu do Estado da Flórida indenização de 1,7 milhão de dólares.

JAMES

BAIN

Rudolph Arledge cumpriu 29 anos de prisão por um homicídio que não cometeu. O estado do Texas o condenou a 99 anos, mas em 2013 o Texas Innocence Project conseguiu provar, por um exame de DNA, que ele não era o autor do crime.

RUDOLPH

ARLEDGE

“San Antonio Four” foi como ficou conhecido o caso de quatro mulheres condenadas no Estado do Texas pelo estupro de duas meninas. Elas ficaram quase 15 anos presas e em novembro de 2016 o Innocence Project do Texas conseguiu inocentá-las. O caso ganhou especial notoriedade com a suspeita de que a condenação foi motivada pela orientação sexual das quatro mulheres.

SAN ANTONIO

FOUR

Michael Hanline foi condenado à prisão perpétua e ficou 36 anos preso por um homicídio que não cometeu, até o Innocence Project da California provar que ele era inocente.

michael

hanline

O caso de Joaquim Naves Rosa e Sebastião José Naves (“os irmãos Naves”), acontecido no final da década de 30, é um dos mais célebres erros judiciários do Brasil. Depois de inocentados pelo Júri popular, os dois irmãos foram condenados pelo Tribunal de Apelação de Minas Gerais a 16 anos e 6 meses de prisão pelo homicídio do primo, que, anos depois, descobriu-se estar vivo. Ficaram presos mais de 8 anos, e só quando Joaquim já havia falecido conseguiram provar sua inocência.

IRMÃOS

NAVES

A luz no fim do túnel surgiu para Heberson quando, em uma visita à Unidade Prisional, a Defensora Pública Ilmair Siqueira conversou com o rapaz e acreditou em sua versão dos fatos. Graças à atuação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Heberson foi inocentado da acusação de estupro que nunca cometeu. Até ser absolvido, ele permaneceu preso preventivamente por quase 3 anos, foi estuprado na cela e contraiu o vírus HIV.

heberson

lima de oliveira

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